quinta-feira, 26 de junho de 2008

EM TEMPOS DE SÃO JOÃO - ARACAJU É TUDO!

O lugar que escolhi para viver está em um período maravilhoso! As festas juninas: Santo Antônio, São João e São Pedro. A cidade se enche de bandeirolas. Existe dois centros de festa. Uma promovida pelo governo estadual na orla da Atalaia e outra promovida pela prefeitura no Mercado Municipal. Todas cheias de bandas de forró. do eletrônico (que detesto) ao pé de serra, universitário e folclórico (que amo).

Aracaju foi erguida em aterroS de mangues, em cima de dunas e desmatando estuários, por isso possui muitos canais e vários rios bem impactados pela ação humana. A praia não é tão bonita quanto as demais do nordeste, pois sua cor é marrom. Porém o astral é muito bom, com pessoas agradáveis e várias opções. Aqui se curte muito surf, mas o kitesurf vem crescendo muito, permitido pela praia retilínea e com muito vento e onda. Já tem até uma associação dos kitesurfistas e um bar que é o point deles, o Kitemandu, na Praia de Aruana. Em frente ao município de Aracaju está o município da Barra dos Coqueiros. Eu moro lá, no Povoado Atalaia Nova, na foz do Rio Sergipe, em um condomínio com cinco casinhas lindas. Ouço o barulho do mar quando a maré está alta e vejo o pôr-do-sol em frente ao rio.
Freqüento a Praia da Costa, que adoro. O Bar Palhoça dos Amigos com o Eduardo, Wagner e Thiago é meu abrigo lá. Tem uma muqueca de peixe e um arrumadinho deliciosos. A cerveja tá sempre geladinha também. Do lado do rio freqüento o Bar Ancoradouro, lugar de atendimento muito bom (um dos pontos negativos de Aracaju... atendimento bom é raro), muqueca de camarão e cervejinha gelada. Existem outros pontos de Aracaju e Barra dos Coqueiros que são imperdíveis, mas aos poucos vou mostrando para vcs.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A MELHOR VIAGEM DA MINHA VIDA - PARTE II

No dia seguinte conseguimos um guia para nos levar para a Lagoa Tropical, segundo os moradores de Atins, a mais bonita do local. Duas horas de caminhada para ir e duas para voltar. Dá para ir de Toyota fretada também. Optamos por ir à pé. Aqui uma dica... nunca aceitem a primeira oferta do guia. Eles exploram muito. O nosso queria cobrar R$ 85,00 de cada um. Pagamos R$ 45,00 cada, depois de muita "choradeira" de ambos lados. Durante a caminhada passamos por riachos, manguezais, restingas com muito cajueiro, alagados e dunas.



Como tem muito caju, fomos nos hidratando não só com água, mas com a fruta também. Apesar de ser um Parque Nacional, Lençóis Maranhenses não tem plano de manejo, ainda ocorre extrativismo e existe uma alta pressão imobiliária e de turismo descontralado no entorno da unidade de conservação. Quando subimos a última duna e demos de cara com a lagoa, não acreditávamos no que estávamos vendo. Daí o guia nos disse... "mas a Lagoa Tropical é mais bonita! É depois desse lago ainda!" Nessa primeira lagoa sem nome descemos rolando nas dunas, tomamos um banho delicioso. A temperatura de água é ótima, nem fria, nem quente. A água é doce, acumulada pelas chuvas. Não dá para imaginar o prazer que sentimos de estar em um lugar único no mundo. O vento movendo as dunas, o jogo de luz e sombra das nuvens passando por elas, a areia chicoteando as nossas pernas.


Ao nos depararmos com a Lagoa Tropical, entendemos o que o guia nos disse...

Tem uma espécie de tartaruga de cor amarela muito bonita, alguns anfíbios e peixes. Fui para um lado afastado e fiquei uma hora sozinha revendo o meu passado, pensando no presente e planejando o futuro. Conclusão: eu realmente sou abençoada pela vida!


O duro foi conseguir sair desse lugar. Mas depois de enrolarmos um monte e o guia ter quase um pirepaque porque demoramos a ir embora, conseguimos nos desapegar do local. À noite nos despedimos de Tia Rita, depois de comer peixe assado e beber pinga com caju. De madrugada partimos para Barreirinhas de Toyota. Essa viagem eu não faço nunca mais. São duas horas, em uma Toyota com a traseira cheia de tábuas, onde sentamos e nos penduramos em um apoio acima. Tava lotado e cheia de bagagem. Um acidente ali seria fatal. Portanto, voltem de barco. é a melhor opção. De Barreirinhas a São Luís fomos de carro fretado. É seguro e rápido.
Ainda deu tempo de passarmos a tarde em uma das praias de São Luís. Pegamos o avião acabados de cansado... afinal estávamos acordados praticamente 12 horas seguidas. Ainda fiquei no aeroporto de Recife 7 horas a espera da minha conexão. Mas valeu a pena, além de ter poltronas para dormir, eu vi o Willian Bonner sendo assediado pelas massagistas do aeroporto. Como pode ser lindo daquele tanto!


Enfim... minha viagem inesquecível não termina aqui. Um dia conto os quatro dias que passamos em São Luís e Alcântara.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O LUGAR MAIS INCRÍVEL ATÉ HOJE - PARTE I

Esse banho foi a melhor viagem da minha vida... ATÉ HOJE!
Essa viagem me deu a certeza de que, tenho dinheiro para viajar confortavelmente e fazer o que quero, mas nada paga uma aventura bem vivida...muitas vezes é melhor pagar menos é viver mais!
Hoje comecei uma semana com a energia em alta. Quando voltei de São Paulo, depois que soube que Marinho faleceu, resolvi resgatar as pessoas importantes que participaram da minha vida, com as quais perdi o contato (as viagens trazem reflexão!). Essa semana dois deles responderam meus contatos meu primeiro namorado (15 anos atrás) e Bene (quase 2 anos e vários países atrás). Isso me fez pensar no lugar mais incrível em que estive até hoje: PARQUE NACIONAL LENÇÓIS MARANHENSES (agosto-2006). Aliás, o estado do Maranhão tem algo de liberdade que ainda não senti em outro lugar. Mas da minha viagem para o Maranhão não dá para contar tudo de uma vez: foi muito louca! Então, começaremos por Lençóis (e por partes). Fui com um amor que se tornou amigo durante a viagem e até hoje um dos queridos e grande parceiro de viagem que tenho: Fábio Wesley (depois dessa já estivemos juntos em Brasília, Boa Vista, Venezuela e Montes Claros - no Maranhão as fotos incríveis da viagem são dele). Pense em uma pessoa maravilhosa para viagens! Para viagens, descobertas, parcerias e amizade... para amor em hipótese nenhuma (para mim e ele é claro!) .
Depois de quatro dias em São Luís, telefonamos para uma van indicada por amizades que fizemos na capital. Essa van nos pegava na pousada e levava até o ônibus que nos transportou, por três horas, por uma estrada bem pavimentada e com uma paisagem recheada de babaçus, buritis, carnaúbas e restingas (com vegetação preservada). No ônibus fizemos amizade com um casal de italianos - Benedetta e Mathia (Bene me procurou hoje).
Chegamos em Barreirinhas. A cidade não é bonita. Pelo contrário, você sente no ar a exploração desenfreada do Parque Nacional. Cheia de obras, um trânsito sem ordem, pessoas te cercando. Saiam correndo de lá, apesar da orla "bonitinha". Ainda bem que a Érica não é mais gerente do parque, por mais desafiante que fosse (eu acharia pelo menos). O "sistema" consome e com certeza não valia a casa dela invadida por pessoas com outros interesses e a vida da família dela ameçada. Ela tomou a decisão certa - IBAMA Brasília. Lembrando: peguei todas as dicas sobre Lençóis com meu amigo Luighi (Curitiba), biólogo, que morou em Atins. Descemos na "rodoviária" e fomos direto atrás do barco para irmos para Atins (povoado "encantado" da entrada do parque).
Peguem o "barco de linha" para descer o Rio Preguiças (R$ 5,00), vale conversar com os pescadores e com o dono do barco. O Fa começou a conversa, bebeu pinga com eles (só um pouquinho). Quando eu fui pegar um "trago", eles me disseram que "mulher só bebe coca-cola". E olha que o Fa falou que eu "dava um banho neles"! Conversa vai, conversa vem... eu bebi dois "tragos" e queriam que eu continuassem na "roda de conversa a todo custo". Dei uma desculpa e "saí fora". Com certeza aprendi várias histórias locais, ganhei pinga de caju e a promessa de que se alguém fizesse "algum mal" com a gente era só avisar para o "Dagoberto e e Seu Gilvan - a gente sabe o que faz". No dia seguinte fomos visitar o Dagoberto e a família. Nos receberam lindos! Mas isso é na Parte II,
O barco vai devagar, para nos povoados Caburé, Mandacaru e Atins. Em Mandacaru tem um farol da marinha, de onde se tem essa visão (e olhe que isso é amostra grátis!).















Chegando em Atins fomos para a casa da Tia Rita. Ela faz a famosa hospedagem "café e cama" - você dorme nos quartos (tem suíte também) da casa, come o que os donos comem (café, queijo, pão, suco de caju, beiju, peixe) e vive o dia-a-dia deles. Eu, Fa, Bene e Mathi optamos por acampar. Não pelo preço (R$ 15,00 a diária do quarto, com banheiro, para cada um), mas pelo simples fato de acampar nos Lençóis. Perguntamos a Tia Rita quanto era para acampar: "é só vocês me deixarem um agrado" (ela disse que o costume era pagar R$ 5,00 reais por barraca, por dia; pagamos R$ 7,00, por pessoa e por dia - fica justo e continua dando oportunidade para outros). No restaurante em frente a Tia Rita, o prato com camarões graúdos e algumas cervejas deu R$15,00 para cada um. Se come bem, e não passa desse preço (lembrando - agosto - com lagoas - mas fora de temporada).
Aprendi que em pouco tempo as pessoas podem ser verdadeiras ou não. Já vai fazer quase dois anos e eu e Bene não deixamos de conviver uma com a outra. Ela na Itália e Eu aqui. As afinidades são universais. Independente de costume, cultura, hábito, território... existem! As viagens permitem isso.

AH! Esses são Bene e Mathi. Parecem atriz e ator de filme italiano. São lindos de corpo, alma e coração.


No dia seguinte o passeio... que fica para amanhã.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Morro de São Paulo ainda é um pedacinho do paraíso - nessa cidade todo mundo é de Oxum



Se você vier me perguntar por onde andei, no tempo em que você sonhava. De olhos abertos lhe direi, amigo eu me desesperava (Belchior).
Quando sentimos falta de alguém, também é bom recordar esse alguém por meio das viagens realizadas. Em 2007 fui para Morro de São Paulo, município de Cairu, na Bahia, duas vezes com meu amigo, meu irmão Heitor. Ele é músico de mão cheia, filho do Mestre Mosquito (outro músico de alta qualidade) e da doce Fátima (que tem uma voz belíssima) e irmão da minha querida caçulinha Carol. Desde que nos conhecemos ficamos inseparáveis, mas estamos passando um momento difícil e tivemos que nos afastar. Mas sinto muita falta dele. Ele tem apenas 23 aninhos. Conheci Heitor com dezenove aninhos... um bebê. Desde então nossa amizade se tornou única para mim, pois a diferença de idade entre nós dois (13 anos) nunca foi empecilho para sermos irmãos astrais, cuidarmos e amarmos um ao outro e eu ganhar uma família aqui em Aracaju. Quando fomos a primeira vez para Morro, foi convite de Ângela (grande pessoa), que iria encontrar Ricardo seu namorado (agora namorido) e queria companhias agradáveis. E conseguiu! Saímos cinco horas da manhã. Como o carro não tinha som, nosso MP3 era ao vivo: Heitor e seu violão. Seis horas depois chegamos a Morro de São Paulo, pela rodovia. Pegamos um barco em Ponta do Curral, que é mais perto a travessia, mais barata, inclusive o estacionamento. Não vale a pena ir por Valença. Lá, fomos para o camping da Dona América, uma opção mais barata (R$ 10,00 por pessoa e por dia), principalmente para quem gosta de acampar como eu. No Morro tudo é muito caro. Mas sabendo procurar, conseguimos gastar menos do que imaginávamos. Descobrimos uma galera muito louca de estrangeiros e turistas que estavam na rave Universo Paralelo, que dura sete dias entre natal e ano novo, em outra praia (Pratigi) perto. Como a festa tinha acabado, essa galera subiu para lá. Heitor, com seu repertório de MPB, enlouqueceu os estrangeiros na praia no pôr-do-sol. À noite fomos para a balada e correndo da chuva nos perdemos um do outro. Quando dei por mim estava com um gatinho de Santos, bebendo todas a roscas e amanhecendo aos beijos na beira-da-praia. No dia seguinte não consegui ir para a praia e Heitor curtiu comigo mesmo assim. À noite eu vi duendes no camping e todo mundo tirou onda comigo, no dia seguinte foi a vez da galera ver e acreditar em mim. Fomos embora pelo ferry boat (nunca façam isso em época de temporada; ficamos 3 horas esperando para embarcar, numa fila imensa).
A segunda vez, fomos na semana santa encontrar meus pais. Dessa vez Heitor foi disputado por duas baianas lindas, foi cômico. Ficamos na Pousada de Seu Antônio, a primeira da segunda praia. Ele faz um espagueti ao frutos do mar divino!
O turismo no Morro ainda não está controlado. Agora passa carros por lá, as construções são realizadas com pouca fiscalização e de forma desordenada, a exploração econômica é exorbitante. Os nativos foram afastados da vila principal e moram nas periferias do local. Os donos de restaurantes e pousadas em sua maioria, ou são estrangeiros ou vieram do eixo sul-sudeste e exploram a mão-de-obra barata dos nativos. Mas é um pedacinho de paraíso ainda!
Dicas: na terceira praia se come e bebe muito bem e menos caro. Na quarta praia, melhor opção para mergulho e tranquilidade; vale a caminhada até lá. Na segunda praia, melhor banho de mar e balada. Um passeio que vale a pena é até as ruínas da fortaleza... o pôr-do-sol é um dos mais lindos que já vi na vida. Nessa cidade todo mundo é de Oxum.... Presente na água doce, presente na água salgada e toda cidade brilha... A força que mora n'àgua não faz distinção de cor e toda cidade é de Oxum... Eu vou navegar nas ondas do mar eu vou navegar...




segunda-feira, 24 de março de 2008

Curtindo Sampa

São Paulo... metrópole... tem de tudo um pouco do mundo. Cheguei na quarta-feira (19/03). Direto do aeroporto para O Botequim reencontrar uma amizade de mais de quinze anos: Fábio Cesnik. Esse bar fica no Bairro Pompéia (que é muito lindo, com muitas ladeiras, sobrados antigos, árvores floridas e passarinhos cantando), na Rua Caraíbas. Meu irmão mora lá. Estilo boteco antigo, O Botequim tem uma cerveja geladíssima e bom atendimento. Ótimo para conversar com os amigos relembrando momentos maravilhosos, ou recebendo notícias tristes. No dia seguinte, compras no Largo do Cambuci, no bairro de mesmo nome. Não é uma 24 de março. Movimentado, mas nem tanto. Roupas, perfumarias, tudo de boa qualidade e muito barato. Basta ter disposição para procurar. No final da tarde, happy hour no Bar Veloso-Brasa Mora. São dois bares diferentes, do mesmo dono e com o mesmo estilo. Decorado com cartazes antigos, chopp geladésimo e a melhor porção de coxinha de Sampa. Destaque para as caipiroskas de jabuticaba e carambola com manjericão. Uma delícia! Depois fomos para um típico "pé sujo" beber cerveja gelada, mais barata, nos bares do Pão-de Açúcar da Pompéia, na Av. Alfonso Bovero. Vale a pena pedir a porção de polenta frita e o banheiro é limpo. No sábado, conheci a Catedral Ortodoxa (essa história vai a parte) e depois fomos para o Frangó na Freguesia do Ó, em frente a Catedral Nossa Senhora do Ó (dá para acreditar que existe essa santa!). Cervejaria que possui as cervejas mais famosas da Alemanha, Suécia, Holanda, Inglaterra e Brasil. Lógico que tudo muito caro. Dizem que é a melhor coxinha de São Paulo, mas prefiro a coxinha do Veloso-Brasa Mora. Em compensação o croquete de carne e a feijoada são maravilhosos. Experimentamos um chopp Eisenbahn de Blumenau, delicioso. À noite, balada no Clube Praga em Perdizes (me acabei nas músicas dos anos oitenta). Domingo de preguiça, nada melhor do que uma cantina italiana. Escolhemos a La Trattoria, cantina bem simples onde somos recebido por um senhor italiano e comemos uma massa muito bem preparada. Dica: spaguetti ao molho Valdarno (bolonhesa ao vinho e funghi), acompanhado de rocambole de carne. Divino! Todas as cervejas foram a velha e boa Original! Agora é voltar para as caminhadas na Praia da Costa para perder os quilinhos adquiridos com tanta bebedeira e comilança! Mas valeu a pena! É Sampa!

quarta-feira, 19 de março de 2008

FIM OU INÍCIO?

A VIDA É MAIS EFÊMERA DO QUE IMAGINAMOS... EM SÃO PAULO DESCOBRI QUE UM AMIGO QUE ME ENSINOU A VIVER MORREU... É A VIDA! POR ISSO NUNCA PERCAMOS TEMPO... DEVEMOS DIZER COM ATOS PARA AS PESSOAS QUE AMAMOS O QUANTO ELAS SÃO OU FORAM IMPORTANTES NA NOSSA VIDA... PARA O MARINHO EU NÃO PUDE DIZER! AS VIAGENS NEM SEMPRE NOS TRAZEM SURPRESAS BOAS...

terça-feira, 18 de março de 2008

Revendo amizade antiga, em momentos deliciosos


Ah! Rio de Janeiro! Não tem como descrever o Rio... só vivendo o dia-a-dia dessa cidade maravilhosa para sentir que ela é muito além das notícias de violência na TV! Cariocas são bonitos, alegres, intensos (como já dizia Adriana Calcanhoto)... adoram curtir o momento. Domingo passei o dia em Ipanema. De Icaraí, em Niterói, peguei uma van (a legalizada é com faixa azul e vermelha e mais segura) que vai direto para lá. O motorista deu uma de guia turístico... Uma figura! Aliás, os motoristas de vans e táxis no Rio de Janeiro são uma atração á parte. Todos têm uma história hilariante para contar. Não sei se dou sorte, mas os que conheci me trataram muito bem. Desci na Praça Osório onde acontecia a Feira Hippie de domingo. Cada coisa mais linda que a outra a bons preços. Destaque para os artistas plásticos que ficam no centro da praça e as tiazinhas das barracas que atendem muito bem. Quando meu amigo Gaio chegou fomos encontrar com a namorada dele e almoçar alí na praça mesmo. Depois fomos para um "pé sujo" (aqueles botecos baratos, com cerveja bem gelada e petiscos suspeitos), se chamava Zig Zag. Eu e Gaio somos amigos há mais de 15 anos. Eu morava em Goiânia, ele em Curitiba. Nos conhecemos no movimento estudantil dos caras-pintadas. Trocávamos carta estruturando o movimento de assessoria jurídica popular no Brasil e nos encontrávamos nos mais vários encontros de Direito pelo país. Isso mesmo, eu fiz direito antes de me formar em biologia (outra história). Quando saí de casa, fui morar na casa dele em Curitiba e mais dois amigos. Desde então, sempre nos chamávamos de irmãos. E é isso o que ele realmente é... meu irmão que amo muito e que não sairá da minha vida nunca. No "pé sujo" lógico que conhecemos personagens: um dono de pousada de Visconde de Mauá (só tem maluco beleza lá), um estilista drad lok que trabalha com material reciclado e um apicultor. Figuras! Voltei para Niterói à noite, mais feliz do que nunca, me sentindo amada pelos meus amigos. Realmente sou uma pessoa abençoada! Estou aguardando as fotos com Gaio!